sábado, 29 de dezembro de 2007

BRUNO BARROS, BOB


Bruno Barros, o BOB, atualmente reside no Rio de Janeiro trabalhando sua dissertação de mestrado em design. Quem adquiriu o cd “etc e tal” da “Psicodélicos e Psicóticos”, tem a honra de ter nas mãos a capa produzida por esse artista.
O interesse de BOB pela música vem desde a infância. “Faço música desde de muito pequeno com o meu primeiro gradiente”. De acordo com sua concepção, todo mundo se interessa por música, porém, existem aqueles não se contentam apenas em ouvir o que os outros fazem, e sim, de dar também sua contribuição”.
O estilo musical de BOB é variadíssimo, o que o faz evitar em determinar um estilo para o seu trabalho. “Faço de funk a samba, de rock a brega”. Devido a essa andança dentre a pluralidade estética, BOB se diz disposto a se influenciar com tudo o que escuta. As influências vão de "Mr. Catra", "Babau do pandeiro", "Chico Buarque", "The Doors" etc.
BOB já participou de alguns projetos musicais. Sua primeira banda foi a Sonnet que era composta por BOB vocal e guitarra, Assis Almeida no baixo e no vocal(ver a biografia de Assis Almeida no blog), Matheus Batalha na guitarra e Ramon Avres na bateria; posteriormente tocou na “Mala Mágica” fazendo guitarra e vocal. A “Mala mágica” era ainda composta por Assis Almeida na guitarra e no vocal, Lúcio Poconé no baixo e CH na bateria. BOB experimentou também a linha brega psicodélica fazendo o trompete com a “Please No!” que tinha Lúcio Poconé no baixo, Marreta na guitarra, Babalu na bateria e Diego no vocal; e na banda “ Os Verdes” na qual tocou guitarra e fez o vocal tendo Werden no também no vocal, Léo Airplane na guitarra, Júnior no baixo e Kinho na bateria.
Atualmente BOB está com um projeto com Assis e com Léo Airplane da “Plástico Lunar” chamado “Daniel, o invisível”. BOB faz a guitarra base e o vocal, Assis faz a guitarra principal e o baixo e Léo dá conta dos programas e do teclado. Os temas abordados em Daniel, o invisível são divididos com Assis. “Enquanto Assis possui letras com temáticas existenciais, BOB fala do amor. “Falo de amor porque não tem como falar merda quando falamos de amor. Não gosto muito de letras que pretendem ser políticas, pois a maioria das pessoas que fazem letras assim não sabe ao certo do que estão falando”.
Sobre suas conquistas ao longo da sua vida artística, ele diz que a sua grande conquista foi ter se conformado em não viver de arte, uma vez que de acordo com ele, enquanto os artistas da mídia se prostituem alterando suas letras e melodias para cair num gosto popular, os artistas independentes prostituem sua qualidade de vida tocando em qualquer lugar sem receber nenhuma recompensa financeira e ainda tendo que pagar a própria água que consome.
Em se tratando da condição do artista no cenário local, BOB diz que aqui tudo ainda ocorre a nível caseiro. Para ele, mesmo aqueles que admiram os trabalhos locais não se vêem dispostos a pagar pra ver os shows. “Em Aracaju não existe profissionalismo nem por parte das bandas, nem por parte dos produtores em geral”.

O trabalho de “Daniel, o invisível” se encontra nos sites:www.danieloinvisivel.com; www.myspace.com/danieloinvisivel; www.tramavirtual.com.br/daniel__o_invisivel

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