sábado, 29 de dezembro de 2007

FELIPE AMARANTE


Ele nasceu em Aracaju. Até os seus 14 anos morou no Bugio, mudando-se posteriormente para o Jardins onde mora até hoje. Seu nome é Felipe. Ele é conhecido pelos mais íntimos como Homem Boto. Há algum tempo atrás, postei um artigo na minha coluna no Cinform sobre o seu trabalho.
De acordo com nosso querido Felipe, em sua infância ele não se interessava por música. “Não me via cantando por aí, e de certa forma até tinha vergonha de ser pego cantando, motivos eu não sei”. Foi quando ganhou um cd do Raimundos em sua adolescência, que Felipe começou a tomar gosto pela música. De acordo com ele, talvez tenha sido devido a uma variante de permissividade que tenha provocado nele essa curiosidade.
Felipe tem tomado algumas experiências com trabalhos de Sigur rós, Radiohead, Mogway, Nação Zumbi, Zumbi do Mato, Gram, Bloc Party, Psy trances e eletrônicos em geral como Shpongle, Astrix, Dolores, Montezuma, além de Ventania, Damião Experiência, Tontonho e os Cabras, Cinval, Zé Cafofinho e Suas Correntes, Serginho Moreira, Patrícia Polaine, Alex Santana, etc. Felipe ainda segue suas influências com o hardcore, punk rock e variações gerais do rock e do estilo psicodélico, como pink floyd.
O trabalho de Felipe não segue um estilo musical determinado. Ele vai desenvolvendo sua produção de acordo com o que mais lhe agrada no momento. Suas músicas são criadas de forma espontânea, sem nenhuma predisposição didática ou de ordem arbitrária. “Eu crio quando relaxo, ou dá vontade em qualquer momento com o que tenho em mãos (...) costumo chamar de feeling o que toco”.
Os temas abordados por Felipe costumam tender ao pessimismo, apesar de muitas vezes ter uma lógica otimista. “Acho que criticando ou destruindo, conformes ideais Anarquistas, podemos construir e criar”; Felipe também gosta de falar de sentimentos fazendo uma “propaganda pela ação”. “Creio que minha musica não deve ser ouvida pela metade. Ou ouça e compreenda, ou deixe-a”. Uma de suas músicas, “Suicaedes”, por exemplo, fala de suicídio. “Eu a compus exatamente no dia que uma amiga morreu, e isso ficou marcado pela coincidência dos fatos”. Já a música “Realidade”, fala sobre a loucura de viver dentro de limites, coisa que Felipe repudia. “Os limites devem ser impostos por nós mesmos, sensatos ou não, mas sempre procurando”.
Felipe não teve um projeto musical que durou muito tempo, apenas bandas de garagens. O projeto que mais deu certo foi com Jéferson (Pinóquio) que tocou baixo na banda “Os outonos”. Com esse projeto Felipe chegou a tocar no Teimonde.
No que diz respeito à cena musical local, Felipe acredita que o ambiente é fraco e indeciso, apesar de musicalmente rico. “Existem muitos sons na cidade, muitos os quais seriam idolatrados em partes do mundo, mas muitos se perderão no tempo devido às dificuldades impostas e falta de apoio. Mas esta falta pode bem ser contornada se enchermos o saco de algumas pessoas. Os artistas têm que correr atrás mesmo”.

O contato com Felipe é pelo Orkut e pelo MSN. O MSN é facklipe@hotmail.com e o Orkut Boto Maldito pelo profilehttp://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=11882788497554803349

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