sábado, 29 de dezembro de 2007

ALESSANDRO SANTANA, CABELO


Seu nome é Alessandro Santana, mas muitos o conhecem como Cabelo. Esse apelido já o persegue há vinte anos. Cabelo nasceu em Aracaju em 1977.
Alessandro sempre teve contato com a música. Seu avô tocava violão, seu pai toca piano. “Quando era guri, minha casa era repleta de discos, de Waldick Soriano à Black Sabbath e Made in Brazil, e eu tenho certeza absoluta que escutei todos eles durante a minha infância”.
O tipo de música produzido por Alessandro é um tipo desenvolvido a partir dos anos 50 com a fusão de música concreta com música eletrônica. Segundo nosso artista, é “música Eletroacústica”. Ou seja, uma música feita de sons. Musicalmente suas influências são Pierre Schaeffer, John Cage e o recém falecido Stockhausen. Segundo Cabelo, “sem eles, a música que eu faço não existiria”.
Cabelo não trabalha com letras. Na sua concepção, as letras acabam tirando a atenção no que diz respeito às melodias e aos arranjos. “Creio que uma combinação de sons seja bem mais expressiva que qualquer palavra (...)parei de escrever letras no século passado”.
Seu processo criativo ocorre em diversas circunstâncias. “Eu vejo música em todo lugar, inclusive no silêncio”.
Quanto aos projetos musicais de Cabelo, ele teve um projeto experimental chamado Clister entre 2001 e 2004 onde tocava guitarra, teclado. A “Clister” era composta por Cabelo e Bruno Pinheiro da antiga “Maria Suco de Uva”. Antes da “Clister”, Cabelo teve uma banda de rock chamada “ Hair Without Head” que durou de 1998 a 2001. Nessa banda tocava Ivo Barreto (ex baterista da “Anal Putrefaction”). Atualmente, paralelo ao seu projeto “Música das Cinzas”, Cabelo toca guitarra numa banda grindcore/noise chamada “Olho por Olho”. Essa banda é composta também por Marcelo prata, Cícero Mago e Pedro Pascoini. A banda “está com um 4 way split em LP com mais 3 bandas/projetos daqui de Sergipe”. Sem contar que a banda vai lançar um split EP 7 em vinil com a banda “Putrefação Humana”. Quanto ao projeto “Música das Cinzas” a proposta é utilizar trechos de filmes, efeitos sonoros, LP´s, fitas K7, TV, rádio AM, geladeira, ventilador, etc, etc, além de induzir imagens através dos sons, utilizando elementos pré-gravados de trechos de música erudita (clássica, romântica e moderna) associada a ruídos (os mais diversos) e instrumentos (guitarras e teclados). Cabelo também está com um trabalho em CDR que conta com 15 músicas mais uma faixa interativa com o vídeo “ Abominável busca pelo prazer” e que vai sair em Janeiro de 2008.
Em se tratando da condição artística no cenário local, Cabelo acredita que a cena até que tem crescido. Tem-se observado um número maior de trabalhos, mas a cidade ainda carrega um movimento vagaroso. De acordo com ele, “a cidade está cheia de jovens, porém, Aracaju é sempre a mesma. A maldição do cacique prevalece (“nessa terra nada há de vingar!”). Melhora por um lado, piora por outro. A estrutura política e cultural da cidade dificulta os artistas a obterem grandes conquistas no cenário da música enquanto profissionais. “Nessa cidade, amigo? Sem conquistas, sem show, sem festival. O sergipano precisa aprender a OUVIR. A partir daí, alguma coisa pode acontecer. Ou nada”.

Quem tiver interesse em se conectar com Cabelo, é só ligar para o celular 9927-9613, por email: chatus_imensus@hotmail.com; e por Orkut em http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=7421309081879758294.
Para encontrar o trabalho de Cabelo, é só acessar a Internet. Lá o leitor vai poder baixar o trabalho gratuitamente. No 4shared http://musica-das-cinzas.4shared.com/; na Trama Virtual http://www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=16455.

BRUNO BARROS, BOB


Bruno Barros, o BOB, atualmente reside no Rio de Janeiro trabalhando sua dissertação de mestrado em design. Quem adquiriu o cd “etc e tal” da “Psicodélicos e Psicóticos”, tem a honra de ter nas mãos a capa produzida por esse artista.
O interesse de BOB pela música vem desde a infância. “Faço música desde de muito pequeno com o meu primeiro gradiente”. De acordo com sua concepção, todo mundo se interessa por música, porém, existem aqueles não se contentam apenas em ouvir o que os outros fazem, e sim, de dar também sua contribuição”.
O estilo musical de BOB é variadíssimo, o que o faz evitar em determinar um estilo para o seu trabalho. “Faço de funk a samba, de rock a brega”. Devido a essa andança dentre a pluralidade estética, BOB se diz disposto a se influenciar com tudo o que escuta. As influências vão de "Mr. Catra", "Babau do pandeiro", "Chico Buarque", "The Doors" etc.
BOB já participou de alguns projetos musicais. Sua primeira banda foi a Sonnet que era composta por BOB vocal e guitarra, Assis Almeida no baixo e no vocal(ver a biografia de Assis Almeida no blog), Matheus Batalha na guitarra e Ramon Avres na bateria; posteriormente tocou na “Mala Mágica” fazendo guitarra e vocal. A “Mala mágica” era ainda composta por Assis Almeida na guitarra e no vocal, Lúcio Poconé no baixo e CH na bateria. BOB experimentou também a linha brega psicodélica fazendo o trompete com a “Please No!” que tinha Lúcio Poconé no baixo, Marreta na guitarra, Babalu na bateria e Diego no vocal; e na banda “ Os Verdes” na qual tocou guitarra e fez o vocal tendo Werden no também no vocal, Léo Airplane na guitarra, Júnior no baixo e Kinho na bateria.
Atualmente BOB está com um projeto com Assis e com Léo Airplane da “Plástico Lunar” chamado “Daniel, o invisível”. BOB faz a guitarra base e o vocal, Assis faz a guitarra principal e o baixo e Léo dá conta dos programas e do teclado. Os temas abordados em Daniel, o invisível são divididos com Assis. “Enquanto Assis possui letras com temáticas existenciais, BOB fala do amor. “Falo de amor porque não tem como falar merda quando falamos de amor. Não gosto muito de letras que pretendem ser políticas, pois a maioria das pessoas que fazem letras assim não sabe ao certo do que estão falando”.
Sobre suas conquistas ao longo da sua vida artística, ele diz que a sua grande conquista foi ter se conformado em não viver de arte, uma vez que de acordo com ele, enquanto os artistas da mídia se prostituem alterando suas letras e melodias para cair num gosto popular, os artistas independentes prostituem sua qualidade de vida tocando em qualquer lugar sem receber nenhuma recompensa financeira e ainda tendo que pagar a própria água que consome.
Em se tratando da condição do artista no cenário local, BOB diz que aqui tudo ainda ocorre a nível caseiro. Para ele, mesmo aqueles que admiram os trabalhos locais não se vêem dispostos a pagar pra ver os shows. “Em Aracaju não existe profissionalismo nem por parte das bandas, nem por parte dos produtores em geral”.

O trabalho de “Daniel, o invisível” se encontra nos sites:www.danieloinvisivel.com; www.myspace.com/danieloinvisivel; www.tramavirtual.com.br/daniel__o_invisivel

FELIPE AMARANTE


Ele nasceu em Aracaju. Até os seus 14 anos morou no Bugio, mudando-se posteriormente para o Jardins onde mora até hoje. Seu nome é Felipe. Ele é conhecido pelos mais íntimos como Homem Boto. Há algum tempo atrás, postei um artigo na minha coluna no Cinform sobre o seu trabalho.
De acordo com nosso querido Felipe, em sua infância ele não se interessava por música. “Não me via cantando por aí, e de certa forma até tinha vergonha de ser pego cantando, motivos eu não sei”. Foi quando ganhou um cd do Raimundos em sua adolescência, que Felipe começou a tomar gosto pela música. De acordo com ele, talvez tenha sido devido a uma variante de permissividade que tenha provocado nele essa curiosidade.
Felipe tem tomado algumas experiências com trabalhos de Sigur rós, Radiohead, Mogway, Nação Zumbi, Zumbi do Mato, Gram, Bloc Party, Psy trances e eletrônicos em geral como Shpongle, Astrix, Dolores, Montezuma, além de Ventania, Damião Experiência, Tontonho e os Cabras, Cinval, Zé Cafofinho e Suas Correntes, Serginho Moreira, Patrícia Polaine, Alex Santana, etc. Felipe ainda segue suas influências com o hardcore, punk rock e variações gerais do rock e do estilo psicodélico, como pink floyd.
O trabalho de Felipe não segue um estilo musical determinado. Ele vai desenvolvendo sua produção de acordo com o que mais lhe agrada no momento. Suas músicas são criadas de forma espontânea, sem nenhuma predisposição didática ou de ordem arbitrária. “Eu crio quando relaxo, ou dá vontade em qualquer momento com o que tenho em mãos (...) costumo chamar de feeling o que toco”.
Os temas abordados por Felipe costumam tender ao pessimismo, apesar de muitas vezes ter uma lógica otimista. “Acho que criticando ou destruindo, conformes ideais Anarquistas, podemos construir e criar”; Felipe também gosta de falar de sentimentos fazendo uma “propaganda pela ação”. “Creio que minha musica não deve ser ouvida pela metade. Ou ouça e compreenda, ou deixe-a”. Uma de suas músicas, “Suicaedes”, por exemplo, fala de suicídio. “Eu a compus exatamente no dia que uma amiga morreu, e isso ficou marcado pela coincidência dos fatos”. Já a música “Realidade”, fala sobre a loucura de viver dentro de limites, coisa que Felipe repudia. “Os limites devem ser impostos por nós mesmos, sensatos ou não, mas sempre procurando”.
Felipe não teve um projeto musical que durou muito tempo, apenas bandas de garagens. O projeto que mais deu certo foi com Jéferson (Pinóquio) que tocou baixo na banda “Os outonos”. Com esse projeto Felipe chegou a tocar no Teimonde.
No que diz respeito à cena musical local, Felipe acredita que o ambiente é fraco e indeciso, apesar de musicalmente rico. “Existem muitos sons na cidade, muitos os quais seriam idolatrados em partes do mundo, mas muitos se perderão no tempo devido às dificuldades impostas e falta de apoio. Mas esta falta pode bem ser contornada se enchermos o saco de algumas pessoas. Os artistas têm que correr atrás mesmo”.

O contato com Felipe é pelo Orkut e pelo MSN. O MSN é facklipe@hotmail.com e o Orkut Boto Maldito pelo profilehttp://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=11882788497554803349

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

VIna TorTO


Resido em Aracaju. Desde criança que eu tenho uma relação muito forte com a música. O vício era tão forte que eu conseguia ouvir toda uma fita de “Arca de Noé” e “Os Saltimbancos” até adormecer. Raquel Leite (minha tia) e meus pais foram fundamentais pro meu enriquecimento musical. Gosto muito de ouvir músicas evitando qualquer tipo de discurso excludente no que diz respeito à diversidade musical, mas tenho os meus preferidos que são: Damião Experiença, Raul Seixas, Episódio 26, Zumbi do mato, Bartô Galeno, Lobão, Ismar Barreto, Gonzaguinha, Walter Franco, Tom Waits.
A situação do artista no cenário local é dolorosamente arrepiante. Acredito que as pessoas elencadas para atuar na área da cultura daqui até tem interesses com o movimento, porém, parece que indiretamente eles não visualizam a importância do cultural como algo capaz de trazer uma mudança para o todo. O outro ponto diz respeito à auto-estima dos sergipanos. Os sergipanos se vêem predispostos unicamente em admitir como importante, a cultura de fora. É preciso um re-exercício de consciência histórica.
Antes da Psicodélicos e Psicóticos (PSI PSI) que surgiu no final de 2004 e que teve na primeira formação VIna TorTO no vocal, Dedeu Costa na guitarra, Adson no teclado, Edu no baixo e CH na bateria, tendo como substituição para a atual formação, Rodrigo na bateria e Lúcio Poconé no baixo; participei de projetos musical como o “Movimento Pélvico” em 2002 fazendo as composições e o vocal tendo Laine Barreto fazendo também o vocal e o pandeiro, Dedeu Costa (violão e violão de 12 cordas) e Hércules Correia (triângulo), do “Clandestinos do amor” em 2003 onde também fiz as composições e o vocal com Lúcio Poconé no baixo e nos teclados e Carol Rodrigues no vocal; “Vitória Régia Interestelar” também em 2002 com Palhaço Rodo Pirô (Adenilton) no violão e no vocal, Raimunduréx no baixo e Gabriel (Nero) no violão solo, participei também com Raimunduréx que fez os arranjos do violão do “Carrossel Interplanetário” em 2003 e dos “Porcos Filosóficos” no ano de 2006 com Hércules Correia com suas flautas indígenas.
Ao longo da minha vida artística, vivi muitas realizações que serão inesquecíveis para mim. O show da Psicodélicos e Psicóticos no Festival de artes de São Cristóvão (FASC), a participação da música "Trilha da mãe senhora" (VIna TorTO) no Sescanção de 2006, meu segundo lugar no prêmio de música do Banese com a música “Métrica Marrom” (VIna TorTO). O momento em que a banda foi selecionada para tocar na bienal da UNE no Circo Voador e na Fundição Progresso representando Sergipe com a música “Trilha da mãe senhora” também foi inesquecível. A gravação do clipe da música "Trilha da mãe senhora" no mesmo período gravado em Caxias (baixada Fluminense) no Rio de Janeiro. A conquista do primeiro lugar e da melhor interpretação no festival do CEFET com a música "Big Smurf". Assistir artistas interpretando minhas músicas como Raquel Leite com "Barvigulina" (Vina TorTO/ Guga) com o lindo violão de Orlandinho no Sescanção de 2007, ter a música “Fadinha do espelho” (VIna TorTO / Raimunduréx) interpretada por Carol Rodrigues, acompanhada pelo violino de Párbata, violoncelo de Paloma e o piano de Jonas Paixão, ver a banda “Please No!” gravar “Mulher da Funerária”(Vina TorTO/ Lúcio Poconé) no cd “ 5 reais pra fazer caridade”, ter o prazer de ouvir Amoroza pedir uma música minha “Mais que um sonho” (Vina TorTO / Guga) para ela interpretar e acrescentar no seu riquíssimo repertório. Ver a banda ser elencada para participar do repertório do site do Damião Experiença ao lado de artistas que muito admiro como Rogério Skylab, Zumbi do Mato.
Quanto ao meu nome artístico, o que tenho a dizer é que alguns conhecidos meus me chamavam de Vina e eu achava bastante carinhoso esse nome. Quanto ao TorTO, o que tenho a dizer é que me sinto torto por que vivo tentando fugir dessa multidão correta corroída de tantas picuinhas éticas e morais.
Meu trabalho está exposto em www.tramavirtual.com.br/psicodelicos_e_psicoticos
pode ser encontrado também na Casa do Artista, na Poyesis e na CD Club.
O clipe está disponibilizado no you tube http://www.youtube.com/watch?v=EAbRkOEzD4c. Meu cel: 9981-0354;
meu orkut: Vina Torto;
e-mail vinatorto@bol.com.br